Veja os destaques da sessão da Câmara de Americana desta terça-feira (9).
Denúncia contra vereadora
Os vereadores rejeitaram por 15 votos a 2 na sessão desta terça-feira (10) da Câmara de Americana uma denúncia de quebra de decoro parlamentar contra a vereadora Roberta Lima (PRD). Uma vizinha acusa Roberta de riscar seu carro em janeiro, conforme identificado por câmeras do condomínio onde moram. A autora cita agravamento da situação financeira por ser mãe de criança autista e entrou na Justiça pedindo a abertura de comissão processante. A Câmara rejeitou o pedido, por falta de justa causa. Roberta Lima criticou: “não se pode transformar um instrumento sério que é uma Comissão Processante em causa política”. Gualter Amado (PDT) e Professora Juliana (PT) votaram a favor, mas ambos alegaram que o motivo seria o direito de Roberta de se defender da acusação.
Dois anos de atraso
Foi aprovado projeto de lei do Executivo do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos. A vereadora Professora Juliana (PT) criticou a demora na entrega do plano. “É um plano com várias questões mal abordadas e um atraso na entrega de dois anos, após cobranças minhas e do Ministério Público, que fez apontamentos de correções, que a Prefeitura ignorou”. Gualter Amado (PDT) demonstrou ceticismo com o prometido na propositura. “É um projeto importante e extenso, que não maioria das administrações não são cumpridos. Senão não teria problema com esgoto e água em Americana. É utopia achar que vai funcionar esse plano, infelizmente estão apenas cumprindo protocolos”.
Escondidos no meio da praça
Renan de Angelo (Podemos) voltou a bater na tecla da falta de zeladoria e limpeza em praças, parques e área verde e citou novo requerimento que enviou ao Executivo sobre o tema. “Falam que está chovendo, que falta gente, mas a população de Americana está escondida no meio do mato das praças. Tem lugar que pedimos limpeza que estava com mato alto desde janeiro e nada foi feito. Não adianta só culpar a MB, a empresa responsável pelo serviço, temos que cobrar a secretaria competente. Não tem como resolver tudo, mas não dá para ficar concordando, ficar dizendo que é problema da outra administração. Não podemos achar normal pagar impostos altos e não conseguir ter uma manutenção na frente da sua casa, de um buraco, uma árvore, uma limpeza da praça”.
Áreas institucionais ociosas
A vereadora Professora Juliana (PT) questionou o Executivo sobre o descaso com as áreas institucionais de Americana. “É preciso zeladoria e limpeza de áreas públicas e privadas, pois trazem animais peçonhentos e insegurança para a população que transita pelos arredores. Estive no Parque Novo Mundo, na Rua Guarujá, onde tem uma área institucional da Prefeitura, que fez a limpeza do local recentemente, após uma reclamação muito forte dos moradores. Mas não é só a limpeza, o mato na altura do pescoço indica um atraso de meses, um descuido de um tempo um pouco maior. É uma área em que deveria funcionar um centro comunitário para a população. Ou seja, um equipamento público. Queremos saber o plano estratégico da prefeitura para essas áreas”.
Mi casa su casa
Vereadores abordaram demandas das regiões onde moram. Pastor Miguel Pires (PRD) fez pedidos para a região do Jardim Boer. “A Avenida Parma já tem um mato alto que atrapalha mães e crianças a transitar, e calçada só de um lado. Passa um rio ali, é necessário o alargamento dessa rua. Foi noticiado que a Autoban vai fazer viaduto ali, a avenida já tem muito trânsito hoje, com uma curva perigosa, que acontece muito acidente, imagina com viaduto. Pedimos um estudo da prefeitura de um alargamento da via, para ter duas mãos na avenida e calçada dos dois lados”. Jean Mizoni (Agir) pediu ajuda no Parque Novo Mundo. “A região parece esquecida, a rua Rio Claro até hoje sem asfaltamento, o pessoal sofre com mobilidade urbana, é uma opção para evitar a Cilos para ir para a região do Cidade Jardim”.
Lei federal na educação
Professora Juliana (PT) cobrou a Prefeitura por adequação em Americana de lei federal de plano de carreira dos profissionais de educação. “Esta lei de 2026 altera o piso salarial dos professores e obriga a regulamentação nos municípios. Todos os profissionais que não são professores, como os agentes de educação e monitores, devem receber os mesmos benefícios, como um terço da jornada fora da sala de aula, aposentadoria. E a lei ainda pede a redução de alunos por turma. Por isso questionamos também os critérios para essa redução. As salas de aula com crianças que têm deficiências deveriam ter prioridade na redução de alunos por turma. Vamos pressionar a prefeitura para regulamentar essa lei, que traz mais qualidade de trabalho para os profissionais de educação”, encerra.