Nesta quarta-feira, 15 de janeiro de 2025, Israel e o grupo Hamas chegaram a um acordo de cessar-fogo, encerrando 15 meses de hostilidades intensas na Faixa de Gaza. O conflito resultou em mais de 48 mil mortos, incluindo mais de 46 mil palestinos e cerca de 1.300 israelenses. 
O pacto, mediado por Estados Unidos, Catar e Egito, inclui a libertação de reféns israelenses e prisioneiros palestinos como parte de sua primeira fase de implementação. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, destacou que as negociações foram extremamente complexas, mas essenciais para aliviar o sofrimento humanitário na região.
O cessar-fogo permitirá o envio de suprimentos e apoio emergencial aos 2,3 milhões de residentes de Gaza, muitos dos quais estão deslocados devido ao conflito. Segundo o primeiro-ministro do Catar, o acordo entra em vigor no próximo domingo, 19 de janeiro, e deve possibilitar uma trégua temporária para negociações adicionais.
O presidente de Israel, Isaac Herzog, descreveu o pacto como “necessário e doloroso”, enquanto o Hamas celebrou o acordo como uma vitória política. Líderes internacionais, incluindo o secretário-geral da ONU, António Guterres, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, saudaram o cessar-fogo como um passo importante para restaurar a estabilidade e promover uma solução mais duradoura para o conflito.
O acordo marca um momento crucial, abrindo espaço para futuras negociações e oferecendo alívio imediato a uma região devastada por meses de violência.