Com quase 40 anos de história, a Festa do Peão de Americana passou por uma das maiores transformações de sua trajetória em 2025. Segundo o jornalista de celebridades Léo Dias — que tem aparecido com frequência no perfil oficial do evento como uma espécie de porta-voz —, a agência InHaus assumiu a festa em parceria com “os donos do rodeio”, nas palavras do próprio jornalista.
A mudança de patrocinador também marcou essa nova fase: a cerveja Petra substituiu marcas mais tradicionais do circuito sertanejo. Com isso, vieram alterações na estrutura: novo palco central, camarotes redesenhados e mudanças no formato de acesso ao público.
Mas junto com o brilho e a promessa de modernização, vieram também as críticas. “Acabou aquela festa para o povo”, escreveu um internauta em uma notícia do nosso site sobre o aumentos do valor dos ingressos – que teve ampla repercussão. Outro foi mais direto: “Festa elite do peão”.
O salto da festa é visível. Consolidada como uma das maiores do país, Americana já recebeu grandes nomes da música — e não apenas do sertanejo. Ao longo dos anos, passaram por seus palcos artistas como Zezé Di Camargo & Luciano, Jorge & Mateus, Raça Negra, Charlie Brown, Xuxa e até Roberto Carlos. Mas com a expansão vieram novas diretrizes — e, com elas, novas críticas.
A principal delas recai sobre os valores dos ingressos da arena, setor que antes simbolizava o acesso democrático. A entrada inteira chega a R$ 300. A polêmica se estendeu também aos camarotes. O Farraial, anunciado como espaço premium, foi alvo de reclamações: consumidores relataram frustração com a estrutura e com a vista, considerada longe do prometido.
A festa mudou. Cresceu. O que era um evento de interior com público expressivo, agora tem contornos de festival de grande proporção — e com eles, um distanciamento da atmosfera intimista que marcou sua história. O que ecoa nas redes sociais é a pergunta: é possível crescer sem perder as raízes?11 min