O presidente do PL em Americana, Franco Sardelli, apareceu nesta terça-feira (5) nas redes sociais defendendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar por decisão do STF. Franco, que é servidor da prefeitura e filho do prefeito Chico Sardelli, gravou dois vídeos: um manifestando indignação com a prisão de Bolsonaro e outro utilizando o discurso da “ditadura da toga”, adotado por setores da direita.
A tentativa de associar sua imagem à de Bolsonaro acontece em um momento político delicado. Franco é pré-candidato a deputado estadual e busca visibilidade diante de um eleitorado que, embora conservador, começa a demonstrar desgaste com a figura do ex-presidente. Comentários que antes seriam impensáveis — como apoio à condenação de Bolsonaro — já circulam livremente nas redes, inclusive entre eleitores que votaram nele no passado.
Vale lembrar que Chico Sardelli tem histórico político ligado ao Partido Verde, com boa relação institucional com o Partido dos Trabalhadores. Em 2022, só declarou apoio a Bolsonaro no segundo turno, junto com outros líderes da região, num gesto mais pragmático do que ideológico.
Políticos de direita na região como Franco Sardelli e Ricardo Molina apostam na mesma cartilha: reforçar o vínculo com Bolsonaro para manter o eleitorado engajado.
Franco é uma figura nova na política partidária e tenta imprimir uma postura conservadora alinhada à do ex-presidente.
Uma das marcas do discurso de Franco Sardelli tem sido o ataque constante ao Partido dos Trabalhadores e, em especial, à vereadora Juliana do PT. Durante a sessão desta terça-feira na Câmara, Juliana afirmou que, embora existam outros parlamentares de oposição, Franco tem direcionado ataques frequentes a ela, mesmo sendo uma vereadora eleita pelo povo e exercendo seu papel. A crítica ganha contornos mais complexos quando se observa que o próprio governo Chico Sardelli abriga figuras que já integraram ou foram historicamente ligadas ao PT, o que reforça as contradições políticas no discurso adotado por Franco.