Vereadores aprovam incentivos à tecnologia e sessão termina com embates políticos e acusações

Veja os destaques da sessão da Câmara de Americana na coluna Zoom Político.

Incentivos para investimento em tecnologia

Na volta do recesso da Câmara de Americana, os vereadores aprovaram projeto de lei de Lucas Leoncine (PSD), que propõe políticas públicas de incentivo a empresas de tecnologia e inovação, como startups, na cidade. “É um projeto de lei inédito, um conjunto de ações na linha da tecnologia para que Americana possa ser no futuro um pólo de tecnologia, e quem sabe, meu sonho de consumo, ter um parque tecnológico como tem Sorocaba”. O líder da base do prefeito completa. “A ideia é valorizar o empreendedorismo e inovação em Americana e criar condições para que possam crescer aqui”, finaliza Leoncine.

Carteirinha de epilepsia

Outro projeto aprovado na sessão desta terça-feira, 5 de agosto, foi da vereadora Leonora Périco (PL), que propõe a criação da Carteira de Identidade da Pessoa com Epilepsia (CIPE) em Americana. A carteira será confeccionada na cor roxa e fornecida através de solicitação protocolada no site da prefeitura de Americana, mediante apresentação de laudos médicos que comprovem o diagnóstico. “É uma grande conquista principalmente para as famílias que sentem na pele o que é ter alguém com epilepsia”, disse Leonora.

Professora Juliana rebate críticas de Franco Sardelli

A vereadora Professora Juliana (PT) pediu o uso da palavra para rebater críticas de Franco Sardelli, chefe de gabinete do prefeito. Segundo a petista, o filho do prefeito a acusou pela segunda vez de fazer fake news e de cortar fala dela tirando de contexto. “Fiz um vídeo sobre informações que busco com a prefeitura sobre duas obras importantes que têm impacto ambiental, a do shopping e da adaptação viária na Avenida Nossa Senhora da Fátima. Eu não sou contra as obras, mas quero fiscalizar. Recebi reclamações de retirada de árvores onde tem nascente”. Professora Juliana diz que a prefeitura não disponibiliza o número do processo da obra e que os secretários não a ajudam e que quando ela chega na prefeitura “parece o velozes e furiosos, vai todo mundo embora para não me atender”.

Mercadão e acesso ao Núcleo de Especialidades

O vereador Leco Soares (Podemos) cobrou a prefeitura por duas demandas diferentes, envolvendo o Mercadão Municipal e o acesso ao Núcleo de Especialidades Médicas de Americana. “É preciso diminuir a velocidade dos carros na frente do Mercadão. Já fizemos indicação de uma lombofaixa e revitalização da sinalização de solo para proteger quem circula por ali”. Sobre o Núcleo de Especialidades, Leco apontou. “Na Rua Goiânia, ao lado do Núcleo de Especialidades, aquele passeio não tem calçada e está fazendo muita falta. Pessoas idosas, cadeirantes, tem que ir pela rua porque não tem calçada, precisa fazer”.

Prisão domiciliar de Bolsonaro gera discussão

No fim da sessão, a prisão preventiva domiciliar de Jair Bolsonaro virou assunto e gerou discussão. Tudo começou quando Pastor Miguel Pires (PRD) declarou: “Estamos perdendo nossa democracia e caminhando para uma ditadura em nosso país”, comparando o Brasil com a Venezuela. Professora Juliana (PT) rebateu. “Me preocupa essa fala do Pastor Miguel Pires de que estamos vivendo uma ditadura, e do Franco Sardelli dizer que o Brasil vive uma censura. Bolsonaro foi preso preventivamente, por descumprir medida cautelar. Quem acaba com o Brasil hoje é a família Bolsonaro e boa parte dos que estão aqui no plenário estão abraçados até hoje com eles. É conduta de traidor, que defende Trump”.

Marcos Caetano (PL) também defendeu Bolsonaro. “Um verdadeiro absurdo essa prisão, um atendendo à democracia. Ao que parece ele já foi julgado e condenado antes do processo formal. Acusado de um crime que não existiu e ninguém conseguiu provar”.

Wagner Rovina acusa Professora Juliana de fazer gesto obsceno

Wagner Rovina (PL) também criticou a prisão domiciliar de Bolsonaro e o governo Lula. Terminou a fala cutucando a vereadora Professora Juliana (PT), parabenizando Franco Sardelli pelo posicionamento – sem citar o nome da vereadora. A petista ironizou a fala fora do microfone. Neste momento, Rovina pediu questão de ordem e a acusou de desrespeito. “A vereadora fez gesto obsceno com a minha fala. Estava colocando a língua, não sei se é o que ela costuma fazer. Não sei o motivo, ela humilha a Casa com as falas dela”.

O vereador Thiago Brochi (PL), que presidiu a sessão por ausência de Léo da Padaria (PL), colocou panos quentes, disse que não viu o gesto e sugeriu a Rovina que, caso foi feito o gesto de Professora Juliana, pegar a imagem e acionar o Conselho de Ética da Câmara. “Eu não vou me sujeitar, me igualar a ela. Mas não estou retirando o que disse tá? Parlamentar covarde”, disse Rovina. Professora Juliana rebateu. “Rovina, se você precisar, estamos aqui toda terça, se dirija a mim como adulto e a gente vai conversar. Do contrário, vai parecer que você está querendo me atacar. Não houve ataque ao Rovina, em que momento eu ataquei ele? E porquê ele está me atacando desse jeito”, indagou a vereadora.

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