O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) comandou, neste domingo (29), mais um ato político na Avenida Paulista, em São Paulo, reunindo milhares de apoiadores com pautas voltadas contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e em defesa da anistia aos réus dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Foi o sétimo evento público promovido por Bolsonaro desde que deixou a Presidência.
O ato ocorreu em frente ao Masp e contou com a presença de aliados políticos, incluindo os governadores Tarcísio de Freitas (SP), Romeu Zema (MG), Cláudio Castro (RJ) e Jorginho Mello (SC), além de parlamentares e o pastor Silas Malafaia. Bolsonaro chegou por volta das 14h e discursou em cima de um trio elétrico, criticando o andamento do processo que enfrenta no STF por suposta tentativa de golpe de Estado. “Não querem me prender, querem me eliminar politicamente”, disse.
Em meio a falas inflamadas, o ex-presidente afirmou que não precisa voltar ao cargo para mudar o país. “Se elegermos 50% do Congresso em 2026, a gente muda o Brasil. Nem preciso ser presidente.” Bolsonaro também usou frases em inglês, como “Make Brazil Great Again”, em referência ao ex-presidente americano Donald Trump.
O pastor Malafaia, um dos organizadores, atacou duramente o ministro Alexandre de Moraes, chamando-o de “ditador da toga” e pedindo o fim dos inquéritos no Supremo. A manifestação também teve críticas ao governo Lula e denúncias sobre supostas fraudes no INSS.
Estima-se que cerca de 12.400 pessoas tenham participado do ato, número inferior ao registrado em manifestações anteriores. A Polícia Militar não divulgou balanço oficial até o fechamento deste texto. O ato ocorreu sem registros de violência.
Mesmo inelegível até 2030, Bolsonaro tenta manter sua base mobilizada. O julgamento que pode levá-lo à prisão segue no STF e deve ser concluído até setembro. Ele pode pegar até 12 anos de reclusão, caso condenado.