Gestão de Léo da Padaria como presidente da Câmara é marcada por pautas a favor da prefeitura

Legislativo virou de vez o ‘puxadinho’ do prefeito e aprovou projetos que geraram críticas e afetaram a população

Da Redação

Em janeiro do ano passado, o vereador Léo da Padaria (PL), assumiu a presidência da Câmara de Americana para o biênio 2025/2026. O primeiro ano da gestão foi marcado por pautas a favor da prefeitura e contra a população. O Legislativo virou de vez o “puxadinho” do prefeito, aprovando projetos que geraram críticas e impacto negativo na cidade.

Quando assumiu o cargo no ano passado, Léo afirmou que sua missão era tornar a Câmara um “espaço de diálogo, de debate e de construção de políticas públicas que beneficiem a todos os americanenses”. Entretanto, o que se tem visto é que a prioridade dos vereadores na gestão do atual presidente é ajudar o prefeito de Americana e não o povo.

Ainda que o presidente da Câmara não possa votar em nenhum projeto, Léo da Padaria terá a gestão marcada por um momento em que o Legislativo pareceu virar de vez uma “extensão da Prefeitura”. Aliado de Chico Sardelli (PL) antes de assumir o cargo, Léo ainda é do mesmo partido do prefeito, ajudando a aprovar projetos polêmicos do Executivo.

Basta olhar as principais proposituras (todas do Executivo) aprovadas desde que Léo é o presidente da Câmara, alvos de críticas e protestos. Em junho, aprovaram o reajuste de 20% do IPTU, que chocou a população. Em setembro, o projeto que permite a privatização do DAE e o aumento de R$ 4 para R$ 10 no ingresso do Parque Ecológico. 

Terreno para a Câmara

Em dezembro, a Câmara aprovou projeto para doação de terreno no Terramérica para a Câmara ter sede própria, e Léo saiu em defesa da medida. Juninho Dias (PSD), que foi contra o projeto por dificultar o acesso da população à Casa de Leis, criticou o colega na ocasião, por querer conseguir o terreno durante seu mandato como presidente e não pensar na população e na falta de linhas de ônibus para o Terramérica de bairros mais distantes.

Recentemente, já em 2026, em fevereiro, foi aprovado aumento de 64% para os procuradores municipais, a categoria dos servidores que ganha o salário mais alto (somando incumbências, mais de R$ 40 mil). Como de praxe em projetos da Prefeitura, só três votaram contra: Gualter Amado (PDT), Professora Juliana (PT), e Thiago Brocchi (PL). 

Fiel ao prefeito e a Bolsonaro

Até outros vereadores da base do prefeito que costumam defendem ferrenhamente Chico Sardelli (PL), como Marcos Caetano (PL) e o próprio Juninho Dias (PSD) já fizeram críticas à gestão municipal pontuais durante as sessões. Léo da Padaria, sempre que pediu o uso da palavra, foi para defender a Prefeitura, assim como Lucas Leoncine (PSD), líder da base do governo, que parecer ter sido eleito pelo prefeito e não pelos eleitores de Americana.

A preferência por um lado aparece não só no âmbito municipal. Em sessão da Câmara realizada neste mês de março, Léo interrompeu a sessão para registrar a presença de um autor de documentário sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, sem relevância para a cidade ou região. O mandato do vereador como presidente da Casa de Leis termina em dezembro de 2026. Resta torcer para que até lá o americanense não seja ainda mais prejudicada.

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