Mulher agredida com 61 socos por ex-atleta relata que foi ameaçada de morte: “Ele disse que ia me matar”

A mulher agredida com 61 socos no rosto dentro de um elevador, em Natal (RN), afirmou à polícia e à imprensa que foi ameaçada de morte durante o ataque. O agressor, identificado como Igor Eduardo Pereira Cabral, 29 anos, ex-jogador de basquete com passagens por clubes e seleções, teve a prisão preventiva decretada e está sendo investigado por tentativa de feminicídio.

O caso ocorreu na madrugada de sábado (26), em um condomínio no bairro Ponta Negra. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que Igor desfere dezenas de golpes contra a namorada, Juliana Garcia dos Santos, de 35 anos. A vítima ficou com o rosto desfigurado, fraturas no maxilar e hematomas por todo o corpo.

Em depoimento prestado à polícia na última segunda-feira (28), Juliana contou que o agressor a atacou por ciúmes e que, antes das agressões, ele teria dito: “Você vai morrer, eu vou te matar”. A mulher afirmou ainda que já havia sofrido episódios anteriores de violência psicológica e física por parte de Igor, mas nunca o denunciou.

“Eu só pensava em sair dali viva. Senti que não conseguiria escapar”, disse através de um bilhete. Segundo ela, o ataque foi desencadeado após Igor visualizar mensagens no celular dela, enquanto os dois voltavam de um passeio. O espancamento durou cerca de dois minutos e só foi interrompido após a intervenção de moradores e da equipe de portaria, que acionou a Polícia Militar.

Igor foi preso em flagrante e levado para a Central de Flagrantes da Polícia Civil. Em depoimento, alegou ter tido uma “crise de claustrofobia” dentro do elevador e negou intenção de matar. A Justiça, no entanto, considerou a gravidade do crime e converteu a prisão em preventiva.

A vítima segue em tratamento no Hospital Walfredo Gurgel, onde deve passar por várias cirurgias para reconstrução facial.

O caso ganhou repercussão nacional e reacendeu o debate sobre a violência contra a mulher.

Entidades de defesa dos direitos femininos exigem punição rigorosa e reforçam a importância da denúncia. O número 180, da Central de Atendimento à Mulher, funciona 24 horas por dia e oferece suporte gratuito.

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